domingo, 14 de setembro de 2014

O problema é que eu ontem senti que bati mesmo no fundo. Não me lembro do último dia em que me senti tão mal. Não me lembro do último dia em que me senti tão no fundo. Tão sozinha no meio da minha loucura. Tudo o que eu queria era um tempo sem pessoas. Mas depois não era isso que queria exatamente. Eu estava completamente fora de mim, sem qualquer tipo de controlo. Para ter chegado à cama e nem ter conseguido adormecer. Para deixar que as lágrimas encharcassem a minha almofada de forma incontrolável durante mais de uma hora. Para ter chegado ao cúmulo de enviar uma mensagem à tua irmã a perguntar como estavas e para a ter deixado perceber que eu estava tudo menos minimamente controlada ... Eu não sei que mais fazer. A sério. Não percebo. Eu tento arranjar explicações para as tuas atitudes silenciosas em relação a mim e não consigo perceber em que parte é que errei. Tu devias ter, ao menos, falado comigo. Ter explicado que ias afastar-te. Eu sempre fiz as coisas de forma clara para ti e tu fazes-me sentir que podes não ser claro para mim à vontade e que eu tenho que aguentar - e isto, isto não é no mínimo justo. Eu não mereço que me faças isto. Eu posso merecer que me deixes, isso posso - porque sei que mereço -, mas não posso merecer que o faças sem uma explicação plausível. Eu sempre tas dei, a todas, em todos os momentos que precisavas delas. E tu, o que tens para mim? Silêncio e mais silêncio. Deixas-me morta, sabes? Quando eu me lembro perfeitamente que te disse que precisava de ti por perto para manter a minha sanidade mental minimamente intacta... Tu deixas-me. E depois um dos maiores cúmulos de sempre - como se eu não pensasse sequer em ti durante o dia - ainda tive que ir jantar a um restaurante com o teu nome.