quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Estou sobretudo magoada contigo. O problema é esse. É que estou. Porque tu podias ter toda a razão do mundo - talvez a tivesses - mas perdeste-a. Perdeste-a no preciso momento em que recebeste duas mensagens minhas - apesar de eu não ter mandado só essas - e não me respondeste. Não me disseste nada. Fizeste de conta que eu não existia. E só para aí à quarta mensagem minha - em dias diferentes - é que te dignaste a dar-me notícias, a dizer que estavas magoada comigo pela forma que eu te tinha falado. Isto porque te metes onde não deves, mas nem indo por aí. E que estavas mal e que não querias falar e mais não sei o quê. Então e avisar-me? Isso não, eu que estive dois dias sem saber de ti. Isso não. Ora fode-te. Perdeste a razão e eu, que queria dar-te explicações, deixei de querer dar-te o que quer que fosse. Acabaste de regredir no que andavas (andávamos) a fazer. Mas, mais uma vez, a culpa foi tua. E agora sabes o que vai acontecer? Não te vou dizer n-a-d-a até vires ter comigo. E se não vieres não venhas. Porque eu não te vou dizer nada. Tu é que agiste mal. Se eu precisar de alguma coisa mando-te mensagem? Mas deves estar a gozar com a minha cara, é que só pode. Se tu fodeste qualquer expetativa que eu tinha de te falar ao não me dizeres nada durante dois dias achas que agora vou ter contigo? Deve ser deve. Sonha com isso.