quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Juro que eu estava a tentar, com toda a força que há em mim, que as horas simplesmente passassem e que a dor passasse com elas. Isto porque eu não esperava voltar a sentir-me assim em relação a ti, aliás, até sinto isto como se de uma humilhação se tratasse. Não é por causa de algo tão mínimo que me sinto mais mal hoje, mais vazia, mais desiludida, mais cabisbaixa. Não é. E eu sei que não é. No entanto, contribui tipo 2%. Ou 5%. Não muito, quero eu dizer. Mas dói. O problema é que eu me enganei numa simples mensagem; tenho lá culpa que o meu telemóvel se passe e ande para baixo e para cima e eu carregue no nome que não quero - ou seja, o teu. Pedi desculpa logo no momento, só respondeste passado umas horas e com um smile irónico que odeio. Tudo bem, achaste que eu tinha feito de propósito. E eu dei-te as boas noites e pronto. Só que depois, como sou muito boazinha, ainda pensei "ela pode ter ficado preocupada, deixa cá explicar-lhe", comecei por te perguntar se estavas acordada. Comecei e acabei porque até agora não tive nenhum tipo de resposta tua. E isso faz-me sentir humilhada. Eu enganei-me mas aposto que não acreditas. Não foste capaz de me perguntar nada e agiste ironicamente, respirei fundo para não me passar contigo - vivas a mim! - e ainda sou capaz de, meia hora depois, tentar dar-te uma explicação e tu não me dizes nada até agora? Que uau, sempre a surpreender-me. 
Ficas a saber que não era para te ter dito nada ontem. Apenas a mensagem foi sem querer. O que fez com que acabasse por dizer. No entanto chega. Não te digo mais nada. Fico-me pelo "estás acordada?" e se não me disseres mais nada esquece a tentativa de voltarmos a estar bem e voltares a saber de mim de verdade.