Eu ainda não devo conseguir escrever isto de forma a saber exatamente que é isto que sinto. Porque não sei. Porque é tudo demasiado surreal para ter a certeza que eu e tu fizemos isto. Eu estava consciente que não te ia falar mais. Porque não tinha mais nada para te dizer, não precisava. Vinha aqui e escrevia com toda a raiva que possuía. Assim evitava mais uma discussão entre nós. E saber que sou capaz de falar contigo durante um bom par de horas sem qualquer tipo de discussão é qualquer coisa de muito positivo. Abre janelas que eu achava fechadas. Pode ser que, a continuar, me dê esperança para que possamos voltar a verificar o que somos, que tipo de amigas somos. É que não tinha qualquer tipo de expetativa, não te queria na minha vida. Achava que fazias falta. E quando estou perto de superar, quando parece que começo a conseguir viver sem ti ... Tu voltas de mansinho. Eu respondo educadamente. E temos uma conversa educada durante umas duas horas. E mais tarde nesse dia voltamos a falar. E só me magoaste uma vez. E não fiz cenas quando o fizeste. Respirei fundo, avisei que me magoaste e expliquei que não queria que voltasses a fazê-lo. Quero que deixemos isto fluir. Não te dou razões para vires ter comigo, não espero que venhas. E o meu telemóvel dar luz, recebi uma nova mensagem. E é tua. A perguntares-me como estou hoje. Estou bem. Para ti estarei sempre bem. Talvez, um dia, recupere alguma da confiança em ti. Por agora sei que não consigo. Mas sei que estarei caso de mim precises. Se mais ninguém te ouvir, eu estou aqui. Podes socorrer-te de mim. Não tornes é isto um diário. Não quero que me fales todos os dias. Eu não te vou procurar; espero que não arranjes problemas se fores tu a falar-me todos os dias e dizeres-me que eu nunca te procuro. Mas é esperar para ver, esperar para ver.