A minha decisão está tomada. Não te vou responder, eu podia fazê-lo mas só ia dar em mais uma discussão sem sentido nenhum. Por isso vou trazer a minha raiva para aqui. Aqui sempre é mais fácil já que ninguém - ou tu - me condena(s).
O que aconteceu ontem comigo foi uma recaída. Uma recaída que durou, no máximo, duas horas. Não me acrescentou nada de positivo. A única coisa que eu precisava de saber quando te mandei a mensagem era se o que eu sentia - o tu estares mal - era verdadeiro. Porque eu acerto sempre nisso. Sei sempre quando quem gosto está mal. E eu ainda gosto de ti? Fizeste-me duvidar disso. Eu acho que apenas me preocupo. Já não sei o que é gostar de ti. Tenho um leve carinho, como quando olho para fotos que tiramos. Que já não vamos tirar mais. O problema é que tu viraste rapidamente a conversa para o quereres contar-me tudo o que estava a acontecer e que me querias ter contado antes mas que respeitaste a minha vontade e nunca mais me procuraste. E claro que daí veio a culpa que eu tenho - do teu ponto de vista - em ter-te mandado mensagem e a seguir querer-me ir embora. Tu sabes porque é que eu demorei três dias a mandá-la? E só a mandei quando cedi a um impulso? Porque tinha quase a certeza que ia acabar mal. Para mim, claro. Porque eu levo sempre com isto. Irritas-me de uma maneira que ninguém faz. Tu fazes-me sentir mesmo má. Como se eu tivesse um mau íntimo. Mas que porra, tu não percebes que eu só queria saber uma coisa? Percebi que não te podia ajudar e ia-me embora, na paz. Não era necessário, a meu ver, ter ficado e ter dito uma data de coisas que eu já sabia porque eu já te tinha dito mil vezes a mesma coisa. Parece que não me ouves.
Quando é que eu atino e percebo que não vale a pena continuarmos assim e se quero tentar mais uma vez? Estás a gozar com a minha cara? Só podes estar a gozar comigo. Quantos milhões de vezes eu te disse isso e eu tentei isso? Mas claro, como agora é dito por ti já é extremamente válido. Vai-te lixar. Mas vai mesmo. Quantas vezes é que tu me iludiste e dali a um mês, dois, ou três, ficamos a discutir a mesma coisa? Várias. Várias. E ainda assim não entendes o meu lado? Claro que não, só podes não me ouvir. Só me desiludes. Só me desiludes mesmo. Portanto tu achas mesmo que eu sou uma criancinha e que és tu que ages de acordo a ficarmos bem? Fode-te mesmo. És tão ... Nem tenho palavras. E achas que eu gosto especialmente de ir e voltar na tua vida? Piada louca mesmo. Muita piada. Eu é que vou e volto na tua vida? Fiz isso agora. Poucas vezes o fiz e recordo-me, pelo contrário, de tu o teres feito milhentas vezes nos últimos anos.
Prefiro ter saudades tuas assim. Assim, para aqui e ir escrevendo de vez em quando do que ceder ao impulso de te mandar mensagem quando sinto que estás mal. Erro meu, assumido e percebido. Já reli a conversa umas vinte vezes e acho que eu tenho razão. E sobretudo tenho orgulho em mim por ter mantido a minha posição desde o início.
Mas quem é que são as tais pessoas que dizem que eu me cago para ti quando não me conhecem e não sabem METADE do que eu fiz por ti?? São os teus novos amigos? Boa sorte com isso. Tenho a certeza que te vais dar muito bem com eles. Se são tão inteligentes e se dizem que eu não gosto de ti nem um pouco porque é que não os ouves? Devias. Devias mesmo.