quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Eu não sei o que hei-de dizer mais sobre isto; acho que hoje já disse de mais. Acho que hoje, finalmente, compreendeste o que te disse em Novembro ou lá quando foi - ou então não compreendeste nada ... Quando te pedi para não me falares nela. Quando me disseste que ela era capaz de vir ... Agora estás a entender que eu não lido tão bem com isto como parece à primeira vista. Posso enganar. Óbvio que engano. Mas também ... Como é que pretendes que eu lide bem com o facto de ela te ir ver primeiro que eu? Como é que pretendes que eu lide bem com o facto de já saber exactamente como ela é e de saber que te vai abraçar? Com o facto de saber o quanto gostas dela? 
Desculpa mas há demasiadas coisas para eu lidar ... E provavelmente deve haver mais que agora não me estou a lembrar. Ainda para mais ... Se fosse alguém que tu tivesses todos os dias .... Eu estava habituada. Sendo assim sairá da rotina. E magoa mais. Magoa mais saber tudo isto e ter mais camadas de sentimentos escondidas nos olhos. 
Queres saber uma coisa? Prometi a mim mesma que não te via até a veres. Sabes o que aconteceu? Não cumpri essa promessa. E sim, não tem nada a ver mas era uma forma de me proteger e te proteger a ti. Estou farta de discutir contigo, farta. Mas não consigo lidar com esta dor de outra forma. Porque caramba, isto dói. Dói mais do que eu estava à espera e acredita que eu já sabia que ia doer muito. 
Estranha e estupidamente preciso de mergulhar nos teus olhos. Mas não te vou pedir isso nem vou querer que o faças. A não ser que tu precises.
("cara de infeliz"; a escrever isto. E não fui eu que disse.)