segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Sabes (eu a falar para mim mesma) aquelas pessoas que tu consideras mesmo importantes para ti e que precisas de saber como estão nem que seja de semana a semana? Mês a mês? Tu eras assim para mim. Eras. E eu tinha que saber sempre como estavas. E entretanto apercebi-me que a importância que tu tinhas para mim não era igual vinda desse lado. Ou melhor, até podia ser, mas tu és daquelas pessoas que te cansas dos outros. Deixam de ser novidade. E eu deixei de o ser. Custou ter-me afastado de ti, corria o ano de 2011, depois de ter estado contigo durante a semana. Custou ... Porque me lembro de ti sentada à minha espera, em que eu vinha de autocarro, e te vi. Vi os teus caracóis e soube que eras tu. Depois de quase dois anos de falarmos, depois de me teres apresentado a ela ... Lembro-me, ainda hoje me lembro. 
Anyway, deixei-te de lado. Andei com a minha vida para a frente e andei sem ti. E fiz muito bem. Porque, aparentemente, recebo uma mensagem tua a semana passada a dizer que me queres ver. E caramba, que bem que me soube essa mensagem. Respondi-te prontamente, ainda que surpreendida. Não esperava minimamente nada teu. Até tinha deixado de perguntar por ti porque deixei de falar com ela. Só sabia de ti quando lhe falava ... Íamos tendo notícias uma da outra assim, pelos vistos. 
Engraçado ... Hoje voltas a vir ter comigo. Parece mesmo que me queres ver. E vai saber-me bem. Vai saber-me a ti e àquela mensagem que recebi em 2010 de manhã sobre o quanto gostavas de mim e o orgulho que tinhas em me conhecer. Que nunca mais recebi nada igual, que até podia ser um sonho. Mas não foi. Não foi.
Disse há anos quanto te respondi à tal mensagem e repeti-o na foto onde estamos juntas. Repito-o de novo com a imensidão do que significa. "Ana Duarte, sobre ti só digo: OBRIGADA por teres entrado na minha vida <3", 13-09-2009.

Que caramba. Nunca pensei voltar a escrever sobre ti.