quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Adoro quando as minhas mãos cheiram a ti. Quando a roupa que uso cheira a ti. Quando sinto o teu perfume no ar, mesmo quando já não te posso ver com os olhos. Adoro essa sensação de constância em mim. Estás em tudo, estás não estando. 
Desculpa. Desculpa por ser o que sou, por ser complicada, por ter monstros no armário e medos na mente. Por não nos deixar seguir em frente e por te deixar especado no mesmo sítio até conseguir ultrapassar esta barreira que se impõe em mim. Desculpa. Eu abro mão de ti quando achares que não tens força para lutar mais contra isto. Prometo que te deixo ir. Prometo. Só não quero que duvides, nem por um segundo, do que sinto por ti. Isso é duvidar de toda a minha essência e duvidar de tudo o que te entreguei. A alma antes do corpo; mantenho a promessa que te fiz. Mantê-la-ei caso tudo desabe. E se isso acontecer ... Não sei como vou viver.