«You: Tens visto a C. e a S.?
I: Não, não falo com elas desde aquilo.»
E isso fez-me ir procurar coisas vossas, principalmente tuas ... Pouco acesso tenho porque apaguei tudo o que tinha e o facebook não me faz saber mais ... E acho que ainda bem que assim é. Para o que aconteceu ainda bem que assim é. O que me custa é que estas pequenas coisas me fazem lembrar tudo o que aconteceu e me fazem colocar as minhas próprias atitudes em causa. Já sei que na altura errei. Sim ... Mas será que pensam em mim? Será que, na vossa cabeça, também sabem que erraram? E, diga-se de passagem, bem mais que eu? Não quero que pensem em mim com pena. Nunca quis. Acho que isto que aconteceu foi das coisas que mais me fez crescer. Mas será que pensam que perderam uma boa amiga? Será que tu pensas isso, ao menos, tu? Eu nunca ... Ela foi-me indiferente, na realidade. Apenas era simpática e educada. Mas nunca lhe dei muito de mim, pelo menos não me lembro de o ter feito. Agora tu. Tu ... Eu nem tenho palavras para o quanto me desiludiste. O que fui para ti? No outro dia, ao arrumar a minha gaveta, encontrei os papéis que escrevíamos na aula uma para a outra, as dedicatórias em que uma ia ganhar à outra por alguma coisa que já nem sei o que era ... E não tive coragem de deitar aquilo fora. Tu, que ficaste comigo numa das piores noites da minha vida, em que chorei até às sete da manhã e só aí adormeci ... E tu ficaste sempre. Não me deixaste sozinha. Eu não me vou esquecer dessa noite, não vou. Mas também não me vou esquecer do que me fizeste há dois anos. Disso também não vou.
Olhando para trás eu acho que tinha feito tudo diferente. Mas também acredito que se o tivesse feito o desfecho não teria sido o mesmo e eu hoje não era o que sou.