No espaço de meia hora quase que rebentei a chorar por duas vezes. Cada vez é mais certo de que vais. E de malas e bagagens como comprova a foto que colocaste no facebook. E eu sei, eu sei que tenho que te apoiar nessa tua nova etapa, mas não queria nada, sabias? Queria que ficasses. Queria ver-te todos os dias como o ano passado. Sabes? Nós, o ser humano, quando tem, não dá valor. E quando perde (ou, neste caso, está próximo de perder) parece que abre os olhos e vê o que antes devia ter visto. E eu quero só dizer que peço desculpa porque devia ter aberto os olhos mais cedo. Quer dizer, eles, para ti, nunca estiveram fechados, mas nunca fiz com que notasses a minha presença. Foi esse o meu grande erro que tem uma explicação que, a meu ver, é óbvia. Talvez por nunca me sentir boa o suficiente para me dar a mostrar aos outros. Aos que eu gosto. E eu sempre gostei de ti. Sempre te vi bem, disso não quero que duvides. Sempre falei em ti. Sempre notei as tuas ausências e presenças todas. Vislumbrei restos de sorrisos teus. Quero que saibas isso. E quero que saibas, novamente, que me arrependo e muito de não ter dado mais quando devia. E também quero que saibas agora que estou a fazer de tudo para que estes últimos dias por aqui e para nós as duas sejam pautados de muitas coisas boas, mesmo que não estejamos juntas. Nem que seja uma mensagem ao fim do dia a provar-te que estou por perto. Porque estou, pretty little baby. Estou no agora e estarei quando o oceano se colocar entre nós. Porque quero. Porque quando se gosta arranja-se tempo, bateria, recados pequenos e grandes. Tudo. E eu de ti gosto. Muito, M-U-I-T-O.