Já custa não saber de ti durante um dia. Bah. Estive a pensar ... Estes últimos cinco meses foram bastante recheados. Em cinco meses conquistaste muita coisa em mim. Se as pessoas forem metade do que és conseguem rapidamente (em termos temporais) o meu carinho. E isso é algo engraçado de se observar. Tu és alguém mesmo importante para mim e não o digo de boca para fora. Não o digo porque (acho, pelo menos) que nunca o disse a ninguém. Anyway, o que queria mesmo expulsar é que tu és alguém mesmo especial para mim. Tu fazes, mesmo com esta distância, que eu sorria só por me aturares durante um dia inteiro e no dia a seguir a esse e no outro a seguir. E mais outro depois. Porque a verdade é que desde que começamos a falar que nunca mais paramos. Não houve um único dia desde o primeiro em que não tenhamos falado por algum motivo. Nós nunca tivemos um motivo para nos separarmos e agora? Agora ... Agora também não temos. Ou temos? Será que temos? Continuo a achar que não. Continuo a lutar para que não até que me digas que me queres fora da tua vida, que não sou uma mais-valia para ti. Coisa que não acredito. Acredito é completamente que sou alguma coisa para ti, que te faço bem. Tão bem como me fazes a mim. Embora, por vezes, a doença mental de me mandar abaixo, me mande dizer que não te faço bem e que não consigo acreditar que sou especial para ti. Até sei que o sou. E sei que já pedi desculpa por isto mas volto a fazê-lo. Sinto-me mal por me aperceber que te deixei a meio do caminho, por assim dizer. Como se te tivesse dado oportunidade para entrares e depois te fechasse a porta de rompante. A trancasse com chaves que te impedissem a entrada. E eu não queria isso. Não queria - nem quero - ser pior do que tudo o que apontei de mal que já te sucedeu. Eu queria ser melhor que isso. Sabes que sim, não sabes? Consideras-me melhor que isso? Há dias em que acordo e me sinto uma total porcaria por tudo isto estar a acontecer. Por te ter deixado a porta aberta e depois a ter fechado. Por fazer cenas de ciúmes sem sentido nenhum. Por isto peço desculpa. Eu quero tornar-me melhor que o que tenho feito. O que tenho feito e aquilo por que tenho passado não é desculpa absolutamente nenhuma para, muitas vezes, te falar da forma que falo. E se, por vezes, me passo de repente é por também não gostar de forma como as coisas são conduzidas depois das decisões que tomamos em conjunto. O que quero salientar é que sobretudo te respeito. Respeito-te muito. Respeito o que somos e o que nos tornamos. Respeito o que poderemos vir a ser. E tenho muito mas muito orgulho no que já passamos juntas e por muito que as coisas pareçam perto do fim não desistirmos. Eu não quero desistir de ti. Da nossa amizade linda. O que és, não deixarás de ser. Gosto-te, oreo.