Eu só não entendo. Juro que nunca vou entender. Eu sempre te tentei explicar as coisas que sentia e tu nunca as percebeste. Nunca paraste para pensar. Sempre me fez impressão isso. Mas agora ... Eu não te falo mas não é por isso que não cismo sobre estas pequenas inconstantes da vida. Querer perceber a cabeça dos que me rodeiam. Dos que me foram importantes, dos que fizeram parte do meu caminho. E eu queria. Queria muito, um dia, conseguir perceber a tua cabeça. Talvez aí te conhecesse melhor.
Só te digo ... Me parece que estás a ficar sozinha. Eu fui-me. Magoaste-a. Por isso ... Quem tens do teu lado? Será que era eu que estava errada ou eras mesmo tu? Espero que penses nisso agora. Que penses em mim e que penses que me perdeste por tua culpa. Porque foi mesmo. Ultimamente nós só estávamos a segurar o não-existente. Já não havia nada a que nos agarrarmos. Só estávamos a ser falsas uma com a outra ao continuar a falar-nos.