quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Eu li-te. Li-te e já te reli quantas vezes? Umas cinco. E as lágrimas estão na beira dos olhos. Não porque acho que me afastaste. Não é isso. 
É que ... Eu sempre quis pequenas missivas do amor que me tens. Do que guardas aí dentro. Que eu também guardo, por isso, sei do que falo. E agora tenho-as. E isso aquece-me o coração da forma que só tu aqueces. Eu lembro-me de ti muitas vezes, sabes? Só que nós afastamo-nos. Sabes porquê? Porque desde que ela se foi embora e vocês se separaram ... Tu deixaste de me contar coisas. E aí o meu coração ardia e tive que aprender a viver com a tua ausência. E custou-me demasiado porque tu és a minha menina, a minha princesinha. Mas lutei. Por ti lutei. Até ver que tu estavas também a lutar por mim. E agora? Agora estamos a adequar as coisas. Peço-te que tenhas paciência mas o meu coração sofreu antes e tenho medo que te afastes de novo. Não quero isso. Não quero que te afastes mais e não te bombardeio com informação. E sabes? Hoje tive para te mandar mensagem durante todo o dia. Devo ter estado bem perto de ti. E não é que o mar me faz lembrar de ti? Gostava de te abraçar um dia. E prometo, prometo, que o farei. Prometo quantas vezes forem precisas. E prometo que as lágrimas que, ao início, quiseram saltar ... Que saltaram no fim. Sopro-te um "amo-te" e um "prometo que tentarei ajustar melhor algumas coisas para que te sintas melhor.". 
Falar-te de mim é dizer: confusão e desespero. Uns dias melhor outros pior. Há coisas que não se esquecem. Há mágoas que não apagamos. Há dores que não curam. E há gritos que invadem a alma e não são respondidos. E tudo isto ... Tudo de novo no dia a seguir.