Vou começar a afastar-me de tudo. A minha vontade é, aliás, permanecer sentada na minha cama. Não me mexer enquanto a vida corre lá fora.
Eu sei o que me fazia bem e nem coragem para isso tenho. Há palavras que magoam muito e me impedem de racicionar. Quando queremos muito uma coisa vamos até às últimas consequências para a fazermos, não é? Eu, normalmente, até sou assim. O que ouvi ontem fez-me parar e pensar. Fez-me ter ainda menos coragem do que a que já tinha arranjado para fazer o que realmente quero.
A forma como os outros nos vêem é tão diferente do que realmente somos. "Parvinha maluca". Okay. Ficas a saber que sei que também sofreste por me veres como estava. Por veres o quão partida, quebrada e sem rumo andava. Não foi fácil. Ainda hoje não o é. E andares a dizer-me isso, a recordar-me de tudo o que aconteceu e fazeres-me reviver ... Não é nada bom. Nada mesmo.
Será que é isto que me vai impedir de ir ter contigo? Provavelmente é. Desculpa ... Espero quando voltar vir mais feliz e dar-te uma alegria. Dizer-te que vou ver-te a tocar piano. Acenar-te com a luva do #1. Chorar as lágrimas do crocodilo. Rir contigo, correr até te abraçar. Porque sei que gostas dos meus abraços. Eu vou tentar. Vou tentar arranjar coragem de novo. Eu quero ir ter contigo.
Porque é que misturei mil coisas numa só? Estou a ficar e não vou ter capacidade de ir.