Todas as palavras que rabiscas para mim ... E que eu achava que eram especiais ... Parece que o fazes com tantas outras que não só comigo. E isso arde na alma. Magoa e corrói. O que sou para ti, afinal? De que sou feita? Queres-me contigo ou posso ir embora? Não te vejo a querer saber de mim todos os dias. Não te vejo a vir ter comigo. Não te vejo ... E eu deixei de ir ter contigo. Deixei de procurar como te correu o dia. Se te soube a doce ou a amargo. Eu deixei de o fazer porque tu não o fazias. E o ciclo manteve-se. E agora? Sinto saudades do que éramos. Sinto saudades do que partilhávamos ... Sinto saudades da cumplicidade inocente patente em cada frase que trocávamos. Estamos juntas e lutamos ou eu desisto e vou embora de vez? É que custa. Custa de cada vez que escrevo e não te vejo a vires ter comigo, a perguntar-me como estou ... Custa de cada vez que vejo outro alguém escrever e tu ires a correr ... Custa eu ser das primeiras a comentar cada teu novo feito com palavras de incentivo e alegria e não obter o mesmo para mim. Não que precisasses de o fazer sempre. Só precisavas de mostrar carinho. De mostrar que não queres que eu vá embora deste mundo que nos juntou. Mas nem nisso deves ter reparado. Não te apercebeste sequer que eu estou prestes a ir embora. Que a minha vontade de caminhar por este mundo se anda a acabar. O que faço connosco? Explica-me. O que faço connosco? Só queria um pouco mais de atenção da tua parte sem eu ta pedir. Só queria um pouco mais de ti. Aquele que antes já tive e que parece que outro alguém que não sei o nome ou a cara me roubou ...